Agasalhos e espirros indicam que ocorreu a redução da temperatura e - consequentemente - aglomeração de pessoas. O outono/inverno estimula a aproximação dos corpos em busca do calor. Em contrapartida, facilita a transmissão de vírus propagados no ar pelas gotículas de saliva. Por isso, é a época do ano mais perigosa aos indivíduos com baixa imunidade como, por exemplo, crianças e idosos.
A rubéola é uma infecção causada por vírus, caracterizada por febre baixa (pouco acima de 37 graus), grosseirão na face, tronco e membros, acompanhado de gânglios no pescoço. Segundo o infectologista Jan Walter Stegmann, é possível confundir a rubéola com o resfriado ou gripe devido à semelhança sintomatológica. Além disso, 25% a 50% das pessoas não-imunizadas e contaminadas não apresentam qualquer sintoma da doença. ''O maior risco é para a gestante que pode gerar um feto com má-formação'', disse o médico.
A incubação da rubéola varia de 14 a 21 dias e a doença, propriamente dita, é perceptível entre três e cinco dias. Conforme Stegmann, ela é benigna e prevenida com a vacina aplicada aos 12 meses de idade com reforço dos quatro a seis anos. ''A partir do primeiro contato, o organismo desenvolve mecanismos de combate ao vírus. Para aliviar os sintomas, indica-se apenas um antitérmico contra a febre e analgésio contra a dor. Até mesmo o grosseirão da pele - que às vezes coça - desaparecerá sozinho'', garantiu.
Cinco dias após a contaminação, o indivíduo é capaz de expelir o vírus. Desta forma, a reclusão domiciliar é a única maneira de impedir a disseminação da rubéola. Qualquer pessoa, acima de um ano de idade, pode vacinar-se contra ela. Mas, apesar da fragilidade, é muito provável que boa parte dos nossos idosos tenham desenvolvido a doença e a tratado como gripe ou nem isso. Portanto, eles certamente estarão imunes ao vírus.
®MDNM¯Apoio - Rubéola não mata, mas incomoda muito. Se é possível evitá-la, então vamos imunizar as crianças. Esta é a opinião de Erica Januario de Moraes, 21 anos; Ana Cristina da Silva, 26 anos e Ariane da Silva Benedito, 17 anos. Mães de bebês entre 4 e 13 meses, elas pertencem à geração de brasileiros que considera a carteirinha de vacinação atualizada - praticamente uma herança de família. ''Meu marido é atendente de farmácia e faz questão que o Francisco esteja com as vacinas em dia'', acrescentou a dona de casa Ana Cristina, que antes do pré-natal já estava imunizada contra a rubéola.

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