Invasores vão pagar casas não concluídas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de abril de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
As 10 famílias que invadiram há quase nove anos as casas de um conjunto da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), no distrito de Marilu, em Iretama (60 km ao sul de Campo Mourão) terão que pagar prestações pelos imóveis mesmo sem a conclusão deles. O pagamento foi definido num acordo firmado entre a Cohapar e a Prefeitura de Iretama.
Eles vão pagar prestações proporcionais ao que a Cohapar investiu nas obras, explicou ontem o diretor de Obras da companhia, Northon Horn. Segundo ele, foram os próprios moradores que optaram pela não conclusão das casas pela Cohapar. Alguns até já terminaram suas casas por conta própria. O valor das prestações ainda está sendo calculado.
O conjunto de Marilu tem 20 casas, mas apenas as 10 que já haviam sido cobertas foram invadidas depois da paralisação das obras, em 1992. As casas têm 48 metros quadrados e são do antigo programa Casa da Família, ainda do governo de Roberto Requião. Na época, a construção foi paralisada porque a prefeitura não investiu nas casas todo o dinheiro repassado pela Cohapar.
Segundo Horn, o que está havendo no local é uma regularização fundiária, processo que deve ser concluído ainda este mês. A Cohapar já teve que adotar o mesmo procedimento em outros conjuntos invadidos onde não houve acordo. Em Iretama, um outro conjunto abandonado na mesma época, no distrito de Água Fria, foi concluído há cerca de três anos.
No acordo firmado com a Cohapar, a prefeitura assumiu o compromisso de concluir as outras 10 unidades do conjunto. A prefeitura terá que pagar a Cohapar pela parte já edificada dessas casas. A Folha tentou diversas vezes, mas não conseguiu falar ontem com o prefeito Same Saab (PSDB). Ele também era o prefeito da cidade quando as obras foram paralisadas.


