Invasores seguem líder independente do MST na região
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) emitiu nota ontem dizendo que o conflito na fazenda Cordilheira, em Jundiaí do Sul, não pode ser atribuído aos integrantes do movimento. Diz o documento que os trabalhadores rurais sem-terra não têm qualquer responsabilidade sobre os acontecimentos descritos na fazenda.
O MST alega que tais atitudes são contra os princípios do movimento. Princípios que não vão ao encontro da violência, mas sim a um caminho pacífico para que a questão da reforma agrária tenha solução em nosso País.
O líder do MST no Norte Pioneiro, Luiz Alonso Salles, disse ontem, que o movimento não se responsabiliza por nenhum dos atos cometidos pelo grupo de sem-terra que está na fazenda. O acampamento de Jundiaí do Sul é um movimento clandestino, que tenta conseguir as terras sozinho, afirmou. Segundo Salles, depois do conflito de sábado, o grupo do MST que está acampado em Sapopema (90 quilômetros de Cornélio Procópio) recebeu diversas ameaças.
Muitos fazendeiros da região já ligaram dizendo que vão acabar com a gente. Eles não entendem que não temos ligação com o grupo de Jundiaí, diz Salles.
As 60 famílias que ocupam a Fazenda Cordilheira formam um grupo independente de sem-terra. Eles são liderados pelo assentado Pedro Xavier. Para Xavier, a verdadeira reforma agrária está na união do povo para lutar pela terra própria. Segundo Xavier, o grupo e o MST têm ideologias diferentes.





