Invasores pretendem pedir financiamento
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quinta-feira, 05 de junho de 2008
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Uma reunião entre representantes da invasão no terreno da Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul de Londrina), o proprietário, João Abussafi e a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), tentou pôr um fim ao impasse. A área foi invadida no dia 30 de abril. O presidente da Cohab, Rosalmir Moreira, sugeriu que os invasores formem uma associação para solicitar o financiamento direto com o governo federal.
Segundo Moreira, a companhia não tem condições financeiras de adquirir o terreno para ser financiado pelas ocupantes, como as famílias sugerem. ''A companhia está com o orçamento fechado até o final do ano. Não temos nenhuma condição de assumir a área.'' Ele reforçou que, por ser uma propriedade particular, o terreno tem que ser negociado diretamente com o proprietário.
O presidente da Cohab lembrou que mais de 20 mil famílias estão cadastradas na companhia à espera da casa própria. ''Sabemos que o problema desse grupo é urgente, mas temos que respeitar um cronograma que já está fechado''. Moreira aconselhou que cada um dos ocupantes faça o cadastro e aguarde ser chamado. ''Em média, na faixa de renda de zero a um salário mínimo, a espera dura de dois a três anos'', afirmou.
Um dos líderes do movimento, Robson dos Santos, informou que uma reunião será feita com as 227 famílias que ocupam a área para avaliar a possibilidade de fazer o financiamento diretamente com o proprietário da área. ''Vamos nos reunir primeiro e talvez amanhã (hoje) teremos uma definição''. Abussafi disse que só aceita fazer a venda direta às famílias se a Cohab assinar um protocolo de intenção de compra do terreno. ''Sem a participação da Cohab não haverá negociação''.
Ele também informou que não há intenção de tirar as famílias da área à força. ''Já temos na Justiça a reintegração de posse do terreno e vamos aguardar os trâmites legais'', completou.
Segundo o presidente da companhia, 30 áreas estão ocupadas na cidade. Apenas seis delas são particulares. As áreas irregulares invadidas envolvem fundos de vale e àreas de preservação permanentes (APPs). A informação sobre o número de famílias assentadas depende de um levantamento da Companhia.


