Invasores exigem fim de obras
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de novembro de 1996
Lucinéia Parra 
SARANDI - Os moradores das 168 casas que foram ocupadas no Jardim Social, em Sarandi (7 quilômetros a leste de Maringá), estão reivindicando o término das obras. Eles alegam que a prefeitura praticamente paralisou as construções há um mês. O bairro ainda não tem energia elétrica e a maioria das casas está sem forro.
Há cerca de 15 dias, segundo a presidente da comissão dos invasores, Eva Batalha de Souza, a direção da Cohapar em Maringá informou que os recursos para a conclusão das casas seriam liberados para a prefeitura. Estive na Cohapar e a informação é que o bairro será inaugurado em 20 de dezembro, mas as obras estão lentas, afirmou.
Em todo o bairro, há poucos funcionários da prefeitura trabalhando. Estamos aguardando a retomada das obras porque o prefeito prometeu que após a inauguração do Fórum, os funcionários seriam remanejados para terminaar as casas.
Segundo ela, a retirada da Cohapar das negociações para a regulamentação dos invasores, foi bem aceita entre os moradores. Foi melhor assim porque o prefeito conhece a nossa realidade e é mais fácil negociar diretamente com ele, garantiu.
A negociação para a retirada dos invasores que não estavam cadastrados está paralisada. Conforme Eva, não há um consenso para resolver o problema. Ela afirma que os invasores não aceitam o sorteio das casas e que mesmo os moradores da favela Mutirão, que não participaram da invasão, estão solidários com os ocupantes.
Mesmo sem uma definição, os moradores do Jardim Social querem que a prefeitura cumpra o conograma de obras. As 168 casas inacabadas foram ocupadas em 12 de setembro. As unidades deveriam ser entregues para os moradores da favela Mutirão.


