O primeiro dia de férias foi usado pela direção da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para vistoriar o prédio da Casa do Estudante da instituições. O imóvel havia sido ocupado por alunos da instituição no início do mês. O objetivo da visita era verificar possíveis danos ao patrimônio público.
O procurador jurídico da UEL, Ruy Carneiro, e integrantes da prefeitura do campus tiveram dificuldade para entrar no imóvel. Existe a suspeita que as fechaduras tenham sido trocadas. E armários foram colocados nas portas e pontos estratégicos para impedir o acesso. Restos de comida e faixas com dizeres defendendo a universidade ''pública e autônoma'' coladas nas paredes foram abandonados no prédio.
A saída dos estudantes encapuzados que ocupavam o prédio motivou mudanças na estratégia da Procuradoria Jurídica para retomar o imóvel. ''Como o pedido de reintegração de posse ficou prejudicado pela saída deles, vamos entrar com um pedido de interdito proibitório para evitar o retorno deles'', explicou Carneiro.
Outra vistoria será feita hoje em cada um dos 40 quartos do prédio para levantamento dos danos. Na visita de ontem, os dirigentes da universidade constaram que um fogão de seis bocas, que ainda estava lacrado, foi usado pelos ocupantes.
Outra possível medida judicial será uma ação de indenização pelo prejuízo causado pela invasão. De acordo com a UEL, perto de 15 estudantes revezavam-se 24 horas por dia no local.
Ruy Carneiro salientou que a saída dos invasores foi por ''livre e espontânea vontade'' e pode ter sido motivada pelo recesso das aulas. ''Eu presumo que saíram para usufruir das férias deles. Só não sabia que terrorista tirava férias'', alfinetou o procurador jurídico.
O prédio da nova Casa do Estudante fica no campus da UEL e foi inaugurado em 9 de julho ao ano passado. Apesar disso, nunca chegou a ser usado por supostas irregularidades e inadequações nas obras. A vigilância do local será reforçada para impedir o retorno dos estudantes. As aulas na universidade recomeçam em 26 de julho.

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