Invasões e despejos são principais dificuldades
Os responsáveis pelas empresas e órgãos que monitoram os rios em Foz do Iguaçu dizem que as invasões das áreas de preservação permanente e os despejos clandestinos de esgoto são as principais dificuldades para iniciar a recuperação dos mananciais. Um projeto de revitalização, estimado em R$ 16 milhões, está aguardando parecer do Ministério do Meio Ambiente.
Segundo o secretário do Meio Ambiente de Foz do Iguaçu, Sérgio Caimi, o projeto prevê a retirada de 2.500 famílias que vivem próximas ao Rio Boicy, limpeza das margens e a criação de áreas de lazer (bosques, jardins, campos de futebol, entre outros). Entregamos o material pessoalmente ao ministro José Sarney Filho em março deste ano.
Quanto ao Arroio Ouro Verde, ele afirma que foi iniciado o trabalho de limpeza. Colocamos três contêineres para os moradores depositarem o lixo, explica Caimi, acrescentando que os sem-teto daquela área estão sendo cadastrados.
Sobre o Monjolo, o secretário informa que está desenvolvendo projetos que serão iniciados na nascente do rio. Vamos trabalhar primeiro na retirada de entulhos e dar continuidade ao monitoramento de pontos clandestinos identificados pela Sanepar no ano passado. É dos casos mais difíceis de solucionarmos, comenta Caimi.
Para os técnicos de saneamento da Sanepar, Deógenes Sereniski e Jacir Augusto dos Santos, a situação dos rios é preocupante. Montamos uma elevatória no Rio Monjolo para bombear a água até uma estação de tratamento de esgoto. A poluição está bastante reduzida, mas os lançamentos irregulares e o esgoto clandestino ainda dificultam o trabalho, afirma Sereniski.
Somente no Monjolo, os técnicos identificaram e autuaram 26 pontos de lançamentos irregulares de esgoto.
A Sanepar possui sete estações de tratamento e outras sete elevatórias em Foz do Iguaçu. (E.D.)





