Intuição faz parte da estratégia
Intuição faz parte da estratégia
Não aplique o dinheiro que você pode precisar amanhã e diversifique seus investimentos. A receita é fornecida por muitos investidores, mas nem sempre funciona. O advogado Dirceu Lamóglia, 64 anos, não menciona as quantias, mas afirma ter sofrido uma perda considerável com uma queda na bolsa de Nova York, em 1987, e outra na Ásia, no final do ano passado.
A influência externa é muito grande e às vezes imprevisível, comenta. Outro prejuízo sofrido pelo advogado foi com as ações do Banco Econômico. Como o banco sofreu intervenção e acabou sendo vendido, ações perderam valor e tive prejuízo total. Na época, eu tinha informações sobre a situação financeira do banco, mas não esperava que chegasse naquele ponto.
Apesar dessas perdas, Dirceu Lamóglia nunca ficou completamente afastado da Bolsa. Para ele, os quatro itens fundamentais que devem ser observados por um investidor são: estudo, precaução, informação e intuição.
Já o administrador aposentado Alcides Furtado, de 53 anos, diz que aprendeu a conviver com as oscilações frequentes. Tem que ter um pouco de sangue frio. Não dá para colocar todos os ovos na mesma cesta e investir o leite das crianças, recomenda.
Ele acompanha o movimento nas bolsas diariamente, há quase dez anos, mas se define como um investidor contido. Não faço investimento de risco - isso é para profissionais do ramo. Tomo cuidado para diversificar as aplicações, observa. Atualmente, ele aplica cerca de 20% do seu capital na Bolsa.
Furtado acessa a Bovespa pela Internet e observa a cotação dos papéis, atualizada de dez em dez minutos. Depois que a pessoa entra nisso, se envolve. É preciso ter cautela para não se estusiasmar demais e por em risco o patrimônio da família. (G.P.)





