Intoxicação em casamento mata um
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segunda-feira, 16 de março de 1998
Valmir Denardin 
Ney de SouzaNair e Pedro
foram internados
na madrugada
de domingoIntoxicação alimentar, provocada provavelmente pela bactéria salmonela, matou uma pessoa e provocou o internamento de pelo menos outras 80, no final de semana, no município de São Miguel do Iguaçu (45 km ao norte de Foz do Iguaçu). Todas as vítimas comeram maionese caseira durante uma festa de casamento, realizada no sábado à noite, na comunidade rural de Boa Vista, a sete quilômetros da cidade.
A mãe do noivo, Iraci Cabral Dias, de 64 anos, morreu na madrugada de domingo, no Hospital São Miguel. Segundo o médico Reinaldo Gaspareto, diretor-clínico do hospital, a causa da morte foi desidratação aguda, provocada por vômito e diarréia.
Entre o final da noite de sábado e a manhã de ontem, outras 80 pessoas que participaram da festa foram internadas nos hospitais São Miguel e Santo Antônio. Todas apresentavam infecção intestinal, com os mesmos sintomas: diarréia, vômito e febre alta. A maioria dos pacientes está sendo tratada com soro reidratante.
Os noivos, Pedro Dias Cabral, de 42 anos, e Nair Custódia Dias da Silva, de 33, também sofreram intoxicação. Até o final da tarde de ontem, eles permaneciam internados, junto com os cinco filhos do casal.
Ney de SouzaVômito e diarréiaOs noivos Pedro e Nair continuavam internados com os cinco filhos (os três menores no mesmo quarto)
De acordo com Gaspareto, a causa mais provável da intoxicação é a contaminação da maionese pela bactéria salmonela, encontrada principalmente na casca do ovo e em alimentos que se deterioram facilmente.
A Vigilância Sanitária de Foz do Iguaçu recolheu material dos pacientes para análise. O resultado desse exame deverá ser divulgado hoje.
Ontem à tarde, 46 pessoas permaneciam internadas - 40 no Hospital São Miguel e seis no Santo Antônio. Segundo a direção dos dois hospitais, nenhuma delas corria perigo de vida. Trinta e quatro pacientes já haviam recebido alta.
A intoxicação coletiva provocou tumulto no Hospital São Miguel, que recebeu a maioria dos doentes. Com apenas 50 leitos, a direção teve que improvisar enfermarias em diversas salas, colocando colchões no chão, e convocando para o trabalho os médicos que estavam de folga.
Devido à superlotação e à possibilidade de contágio, ontem a direção resolveu suspender as cirurgias que estavam marcadas e impediu a visita de parentes aos internados.
O corpo de Iraci Cabral Dias foi sepultado ontem à tarde, no cemitério da comunidade de Bela Vista. Segundo seu filho, ela sofria de problemas cardíacos e era hospitalizada constantemente.


