A estudante Diovana Magalhães de Toledo acordou às 4h30 para participar do PIC pela primeira vez e, apesar de ter levantado tão cedo, não perdeu o entusiasmo. ''Moro em Santo Antonio da Platina (Norte Pioneiro) e estou achando a experiência bastante interessante. Na escola, sou considerada a nerd da turma pelo fato de gostar de matemática. Alguns colegas até tiram sarro por isso, mas na hora de estudar para a prova eles acabam vindo me pedir ajuda'', afirma.
A mãe da garota conta que estranhou o fato da filha gostar tanto de matemática. ''Em casa ela é única que demonstrou intimidade com os números. Acho legal incentivar quem tem essa aptidão'', disse a pedagoga Viviane Pimenta. ''Quero aproveitar meu talento para fazer faculdade de Engenharia Química'', revela a filha Diovana, que cursa o 9º ano do ensino fundamental.
Conhecimentos
Participando do programa de iniciação científica pela segunda vez, Fábio Yuto Yabuchi, 14 anos, diz que a matemática sempre foi sua matéria preferida. ''Tenho facilidade em todas as disciplinas, mas gosto de aprender coisas diferentes e a matemática oferece infinitos desafios. Depois que entrei no PIC pude expandir meus conhecimentos sobre a disciplina e pretendo fazer faculdade de Engenharia Civil, Informática, Estatística ou algum outro curso que tenha a matemática como base'', afirma.
Cursando o 1º ano do ensino médio, Fábio diz que a familiaridade com a matemática não tem origem genética e que não vê problema em ser considerado um nerd pelos amigos de escola. ''Meus pais são comerciantes e não têm muita intimidade com os números. Não me lembro de ninguém na família com esse perfil. Pelo fato de gostar muito de estudar e de resolver problemas de matemáticos, acabei ficando meio isolado do pessoal da minha idade. Mas o preconceito vinha mais de mim em relação a eles do que deles em relação a mim. Eu tinha preguiça de falar sobre bobagens típicas da idade, mas já estou ficando mais sociável'', ressalta. (M.R.)

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