Numa análise preliminar do Dia do Pula-Catraca, Rafael Português afirmou que a adesão dos usuários foi num primeiro momento ''tímida'', devido ao que chamou de ''intimidações'' por parte da polícia. Mas no resto da manhã, segundo o estudante, a participação já foi maior ações foram realizadas na avenida Higienópolis, na rua Guararapes (nas proximidades do Colégio Vicente Rijo) e na zona norte.
O universitário José Carlos Costa Júnior, outro coordenador do DCE, explicou que entre a noite de ontem e a manhã de hoje o Diretório chamaria reunião para avaliar o Dia do Pula-Catraca. À tarde, a manifestação esfriou. ''As concentrações maiores seriam mesmo nos horários de entrada e saída de aula. Não são pessoas contratadas que estão protestando, são estudantes, têm seus compromissos'', disse Costa. À noite, haveria nova concentração em frente ao RU.
A assessoria da TCGL informou que, excetuando a janela que foi retirada e a apreensão das meninas do Vicente Rijo, nenhum incidente sério foi registrado ao longo do dia. A assessoria da Francovig relatou que manifestantes tentaram pular catraca em alguns ônibus da empresa, mas as situações foram contornadas e não foi preciso parar os veículos. O delegado Marcos Belinati disse que quatro policiais civis se infiltraram na concentração no RU, mas a pricípio não presenciaram nenhum incidente mais sério.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, estava fora da cidade ontem à tarde. Por telefone, ele disse à Folha que acompanhou ''de longe'' o Dia do Pula-Catraca. ''Preciso ter mais informações (sobre o protesto) para formar uma opinião. Pelo que vi, parece que tudo transcorreu normalmente'', afirmou.

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