Interventor do IML adota novas regras
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quarta-feira, 05 de março de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Instituto Médico Legal (IML) está com um interventor desde o último dia 22. Ontem, a equipe de intervenção se reuniu com a imprensa para dar os detalhes das novas normas: apenas poderão ser analisados os dados que estiverem disponíveis nos relatórios oficiais que são divulgados às 5h e às 20h e todos os jornalistas terão que ser previamente cadastrados. Um tenente está sendo indicado para assumir o cargo de Relações Públicas, com o intuito de aproximar a instuição da imprensa. A medida do ex-comandante do Corpo de Bombeiros e interventor do IML, coronel Almir Porcides Júnior, foi entendida como uma forma de evitar que a imprensa tenha dados sobre mortes violentas, lesões corporais ou estupros.
Os relatórios de atendimentos serão feitos pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar). A intervenção no IML teve como meta, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, solucionar os problemas estruturais históricos no IML do Paraná. Um dos problemas mais antigos é a aglomeração de funerárias na chegada dos corpos.
A restrição do acesso da imprensa do IML foi tomada após a divulgação do Mapa da Violência dos Municípios - em que Curitiba foi apontada como a segunda capital com o maior crescimento nacional da taxa de homicídios. Entre 2002 e 2006, conforme o estudo da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), a capital paranaense teve aumento de 53,1% nos casos.
O líder do PDT na Assembléia Legislativa, Luiz Carlos Martins, criticou o método adotado pelo IML para atendimento à imprensa. ''Não é com viatura da polícia e soldados com metralhadora que o governo vai conseguir esconder os verdadeiros números da violência em Curitiba e Região Metropolitana.''


