Londrina - A professora Josiane Vioto, que é psicopedagoga, ensina que comportamentos extremos em sala de aula também são sinais de Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD): crianças com dificuldades de relacionamento, que não ordenam as ideias, não param quietas, não conseguem ouvir os colegas, apresentam variações na atenção, na concentração, mudanças de humor sem causa aparente e em alguns casos acessos de agressividade; ou que não interagem, não se relacionam, se isolam, não participam das atividades recreativas.
Casos assim devem ser encaminhados para profissionais especializados. "A avaliação desses alunos tem como objetivo entender quais as medidas de intervenção que eles precisam e como trabalhar junto com essa criança para atender suas necessidades de aprendizagem. Devemos tomar todo o cuidado para não rotular nem responsabilizar o transtorno da criança pela sua dificuldade de aprender", aponta Josiane.
Em todos os casos de TGD, as professoras Josiane e Claudia Maturana concordam que a intervenção precoce e multidisciplinar é muito importante. "Crianças com TGD precisam ser tratadas por uma equipe com vários profissionais: fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, pedagogo. E esses profissionais precisam trabalhar em conjunto, discutindo as estratégias e prioridades do tratamento", observa a professora Claudia. "Também é muito importante que essa equipe visite a escola e a casa da criança para orientar pais e professores em como ajudá-la a se desenvolver de forma mais ampla, adequada, sem privações", destaca.

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