Maringá - Moradores dos distritos de Floriano e Iguatemi estão inconformados porque continuam tendo que discar o número da operadora para as ligações telefônicas para Maringá. Eles prometem novos protestos caso a Telepar Brasil Telecom insista na cobrança da tarifa interurbana nas ligações entre os dois distritos e Maringá. A empresa tinha prazo até domingo para regularizar a situação e não efetuar mais a cobrança de interurbano. A suspensão da cobrança foi determinada pelo juiz federal José Jácomo Gimenes com base em uma ação ajuizada pela procuradoria jurídica da Prefeitura de Maringá.
‘‘Continua tudo igual, mas nós vamos dar o troco e vamos fazer novos protestos’’, disse ontem Carlos Alberto Zusso, morador de Iguatemi. Zusso fez um teste, utilizando telefone público para fazer uma ligação para Maringá. ‘‘Os créditos caíram muito rápidos o que comprova que a Telepar continua cobrando tarifa interurbana’’, criticou. Ele afirmou que também fez o teste na casa dele e ao ligar para Maringá na segunda-feira sem discar o número da operadora, foi informado que deveria discar o ‘‘14’’. Para a comerciante Ana Lucia Pereira, a Telepar Brasil Telecom não está cumprindo a determinação judicial.
De acordo com o procurador jurídico da prefeitura, Alaércio Cardoso, tudo indica que a Telepar não suspendeu a cobrança da tarifa interurbana. Segundo ele, o juiz federal Anderson Furlan Freire da Silva foi informado sobre os fatos. Conforme o procurador jurídico da prefeitura, caso seja confirmado a cobrança da tarifa interurbana por parte da Telepar Brasil Telecom, fica caracterizado crime de descumprimento de ordem judicial. ‘‘Se ficar comprovado o crime tanto a Telepar quanto para a Anatel poderão ser multadas em R$ 10 mil cada empresa’’, disse Cardoso. O juiz Anderson Furlan Freira da Silva intimou a Telepar para que no prazo de 24 horas, a partir de ontem, se manifeste sobre o cumprimento da ordem judicial.
A Folha tentou ouvir a Telepar Brasil Telecom, mas foi informada pela assessoria de imprensa que a gerente jurídica da empresa, Telma Andriolli, seria a responsável pelas informações, mas que ela não poderia atender a reportagem por estar com a agenda lotada.

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