Interrogatório é adiado pela sexta vez
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O promotor de Justiça da 1 Vara Criminal do Fórum de Londrina, Eduardo Diniz Neto, afirmou ontem que poderá tomar as medidas necessárias para garantir o prosseguimento do processo inclusive com um pedido de substituição do advogado de defesa que apura a morte da professora de música Maria Estela Correa Pacheco, 34 anos, morta na madrugada de 14 de outubro de 2000. O interrogatório de 12 testemunhas de acusação, que havia sido marcado para ontem na 1 Vara Criminal, foi adiado pela sexta vez, a pedido da defesa. Uma nova audiência foi agendada para o dia 11 de outubro, às 13h30.
A professora estava no apartamento do agropecuarista Mauro Janene Costa, hoje com 35 anos, no 12º andar do edifício Diplomata, no centro de Londrina. Seu corpo foi encontrado por volta de 5h30 da manhã no pátio do prédio. Segundo o laudo do Instituto de Criminalística, a professora morreu cerca de uma hora antes. O agropecuarista foi acusado pela promotoria da 1 Vara Criminal por homicídio simples, fraude processual e guarda de substância entorpecente, pois foram identificados vestígios de maconha em um cinzeiro que estava no apartamento.
Os constantes adiamentos do interrogatório revoltaram a irmã da professora, Maria Eliza Correa Pacheco. ''Estamos angustiados e apreensivos, pois há dois anos tentamos depor e sempre que chegamos no Fórum o depoimento é cancelado'', apontou. ''Acredito que tenha alguma coisa errada na lei, porque essa demora não resguarda o cidadão simples'', revoltou-se.
Maria Elisa contou que a apuração dos fatos praticamente não evoluiu depois que o inquérito foi concluído pela polícia. ''O caso está sendo esquecido por todos, mas a família não esquece e vai continuar buscando respostas'', assegurou.
O promotor Diniz Neto disse que o cancelamento de ontem foi legalmente solicitado pelo advogado do acusado, Mauro Viotto, que apresentou atestado assinado pelo médico Luiz Carlos Miguita, afirmando que teria que passar por exames e não poderia comparecer à audiência com o juiz João Luiz Cléve Machado. Caso os adiamentos tivessem acontecido à pedido do réu, sem respaldo documental, o promotor disse que poderia pedir a prisão preventiva do agropecuarista para garantir o andamento do processo. O representante do Ministério Público reforçou que o processo ainda necessita de ''muita investigação''.
Viotto foi procurado ontem, pela reportagem, mas sua assessoria afirmou que ele não poderia atender justamente porque estava passando por exames médicos.


