James Alberti
De Curitiba
O diretor do Instituto Médico Legal, Francisco Moraes e Silva, foi a principal testemunha de ontem no julgamento do dentista Eduil Vidolin, acusado de matar a própria mulher, Maria do Rocio Vidolin. Um primeiro júri, no dia 25 do mês passado, foi adiado por conta do não comparecimento do diretor do IML ao 2º Tribunal do Júri, no bairro Centro Cívico, em Curitiba. A expectativa do famíliares da vítima e do réu era de que o julgamento terminasse ontem, por volta das 24 horas. Havia, no entanto, grande temor que ele se estendesse até hoje.
Ao testemunhar, Moraes e Silva apontou uma série de ‘erros’ no laudo de necrópsia, feito pelo então perito Marcos Souza, hoje vice-diretor do IML. Para Silva, o laudo admite interpretações. As opiniões da testemunha, que não participou da confecção do laudo nem era diretor do instituto à época, foram contestadas pela promotoria e pelo assistente de acusação, Rolf Koerner Júnior, que pediram a acariação dos peritos. ‘‘Por respeito ao jurados e ao IML’’, justificou Koerner. Uma possível acariação seria decidida pelos jurados, durante o transcorrer do julgamento.
Maria do Rocio foi morta no dia 31 de agosto de 1991, com um tiro na cabeça. Vidolin foi acusado por uma de suas filhas, a advogada Marcy Vidolin, que atuaria como assistente de acusação, o que acabou não ocorrendo por questões emocionais. O dentista nega que o crime. O advogado dele, Osmann de Oliveira, defendeu a tese que houve suicídio.
A advogada Eleni Moraes, que era amiga e defendia Maria do Rocio na época da morte, afirma que a dona de casa não cometeria suicídio. ‘‘Ela jamais faria isso. Era uma pessoa que amava a vida, os filhos, a família’’, contou Eleni, que foi uma da últimas pessoas a falar com Maria.

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