Interpol monta sede em Curitiba
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quinta-feira, 18 de setembro de 1997
Curitiba 
Albari RosaNo encontro, foi anunciada a criação de uma força-tarefa formada por policiais e funcionários da Receita FederalAgilizar a troca de informações com os países do Mercosul é o principal objetivo da representação brasileira da Interpol, que acaba de abrir um escritório regional em Curitiba. A equipe do Paraná tem autonomia para tratar diretamente com os policiais bolivianos, uruguaios, paraguaios argentinos e chilenos, que reclamavam maior atenção de nossa parte, disse ontem o diretor geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti.
O diretor da PF esteve em Curitiba para participar do encontro entre policiais brasileiros e dos países do Mercosul. Chelotti afirmou que a instalação do escritório da Interpol na cidade vai garantir resposta imediata aos pedidos de apoio em investigações. Segundo o superintendente regional da Polícia Federal, Luiz Glicério Silveira Ferrari, o delegado Alberto Almeida está encarregado de colocar a representação para funcionar.
Nós aproveitamos a reunião para pedir aos colegas estrangeiros que seus países facilitem a extradição de criminosos brasileiros com um simples pedido da Interpol, revelou Glicério. Durante o encontro, que teve cerca de 20 participantes, foi anunciada a criação de uma força-tarefa formada por policiais civis e militares e funcionários da Receita Federal. O grupo seria treinado pela PF e entraria em atividade até o final do ano.
De acordo com o chefe da Divisão de Polícia Criminal Internacional da PF, Washington Nascimento de Mello, a força-tarefa só viria a se concretizar se os Estados liberassem os servidores para a Interpol, que hoje conta com a colaboração de cerca de 100 policiais brasileiros. É muito trabalho porque são 11 áreas de atividade e vários núcleos, como o de meio ambiente e de rastreamento de armas, argumentou ele.
Nascimento informou que sua divisão, base oficial da Interpol no Brasil, já recebeu mais de 30 mil dossiês neste ano. Isso mostra o quanto há de trabalho, pois são pedidos de apoio em investigação, relatórios de crimes e informações que nossos policiais solicitam a outros países, explicou. A Interpol está distribuída por 187 países, todos interligados por computador. Localizar traficantes de drogas, mulheres e armas, além de terroristas, é a principal atividade da organização.


