Albari RosaNo encontro, foi anunciada a criação de uma força-tarefa formada por policiais e funcionários da Receita FederalAgilizar a troca de informações com os países do Mercosul é o principal objetivo da representação brasileira da Interpol, que acaba de abrir um escritório regional em Curitiba. ‘‘A equipe do Paraná tem autonomia para tratar diretamente com os policiais bolivianos, uruguaios, paraguaios argentinos e chilenos, que reclamavam maior atenção de nossa parte’’, disse ontem o diretor geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti.
O diretor da PF esteve em Curitiba para participar do encontro entre policiais brasileiros e dos países do Mercosul. Chelotti afirmou que a instalação do escritório da Interpol na cidade vai garantir resposta imediata aos pedidos de apoio em investigações. Segundo o superintendente regional da Polícia Federal, Luiz Glicério Silveira Ferrari, o delegado Alberto Almeida está encarregado de colocar a representação para funcionar.
‘‘Nós aproveitamos a reunião para pedir aos colegas estrangeiros que seus países facilitem a extradição de criminosos brasileiros com um simples pedido da Interpol’’, revelou Glicério. Durante o encontro, que teve cerca de 20 participantes, foi anunciada a criação de uma força-tarefa formada por policiais civis e militares e funcionários da Receita Federal. O grupo seria treinado pela PF e entraria em atividade até o final do ano.
De acordo com o chefe da Divisão de Polícia Criminal Internacional da PF, Washington Nascimento de Mello, a força-tarefa só viria a se concretizar se os Estados liberassem os servidores para a Interpol, que hoje conta com a colaboração de cerca de 100 policiais brasileiros. ‘‘É muito trabalho porque são 11 áreas de atividade e vários núcleos, como o de meio ambiente e de rastreamento de armas’’, argumentou ele.
Nascimento informou que sua divisão, base oficial da Interpol no Brasil, já recebeu mais de 30 mil dossiês neste ano. ‘‘Isso mostra o quanto há de trabalho, pois são pedidos de apoio em investigação, relatórios de crimes e informações que nossos policiais solicitam a outros países’’, explicou. A Interpol está distribuída por 187 países, todos interligados por computador. Localizar traficantes de drogas, mulheres e armas, além de terroristas, é a principal atividade da organização.

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