Interno aprova atendimento, mesmo com problemas
Mateus Underwood, 18 anos, um dos internos do Melvi, veio de São Paulo há três anos para se desintoxicar. Minha família me trouxe, corrigiu Underwood, cujos pais são norte-americanos e pagam o tratamento. Ele disse que entrou no mundo das drogas por curiosidade, mas ficou para se auto-afirmar. Tem muita coisa em jogo. A droga dá coragem para ficar com as meninas, para aceitar a realidade como ela é ou para modificá-la, relatou. No momento em que começou a roubar objetos de dentro de casa para sustentar o vício, decidiu procurar ajuda no Melvi. O pastor Claudionor ora conosco, contou o jovem. Ele deve ficar na instituição mais cinco meses.
De acordo com Underwood, todas as tarefas da casa são feitas pelos internos. O pastor Claudionor divide os trabalhos, explicou. Para o jovem, as acomodações modestas e alimentação servida no Melvi não comprometem o tratamento. O mundo não está melhor do que queremos, mas está melhor do que fizemos, comentou Underwood, citando uma frase comum entre os internos. No dia em que a reportagem da Folha esteve na instituição, os internos comiam arroz, feijão e alface. Com a situação em que nos encontramos está difícil comer carne todo dia, argumentou o diretor Claudionor Rodrigues. (M.B.)





