Segundo Thaís Scalco, bibliotecária chefe da Unifil, anos atrás alunos retiravam capítulos inteiros dos livros. ''De cinco anos para cá melhorou muito e hoje muitos deles utilizam câmeras do próprio telefone celular para fotografar os capítulos que interessam'', explica.
Para Thaís, além da reprodução de conteúdo via smartphone, a popularização da internet é a grande responsável pela diminuição do vandalismo, já que a rede de computadores tornou o acesso à informação muito mais democrático. Thaís relata que o único problema é que muitos dos estudantes que frequentam a biblioteca ainda riscam os livros.
Segundo a diretora da Biblioteca Pública Municipal, Rosângela Rocha Mello, 95% dos livros que vão para a restauração são os doados, que possuem pequenos defeitos, como páginas soltas. Só 5% são relacionados a livros mutilados pelos usuários. ''Antes essse número de livros mutilados era o dobro'', aponta.
Para a chefe do Departamento de Ciências de Informação da UEL, Maria Aparecida Lopes, o fenômeno de tirar fotos é recente e pode ajudar na conservação em bibliotecas. ''Eu analiso essa mudança de comportamento como uma coisa boa, pois a tecnologia está ajudando na conservação dos livros'', afirmou. Ela, que é professora da disciplina de conservação de documentos, explica que a reprodução em máquinas copiadoras muitas vezes pode danificar os livros. ''A luz das máquinas copiadoras pode afetar a vida útil de um livro, isso sem contar que a encadernação de hoje, à base de cola, é mais frágil do que as de antigamente, que eram costuradas'', aponta.

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