Internet fora da sala de aula
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Os alunos da Escola Municipal Ignez Corso de Andreazza, no Conjunto Vivi Xavier, na zona norte de Londrina, participam semanalmente de atividades no laboratório de informática da instituição de ensino. A professora Alcíbela Cilene do Rio, responsável pelo laboratório, trabalha o conteúdo de forma integrada com os professores. Durante as aulas, os alunos revisam os assuntos vistos em sala de aula com auxílio de jogos, programas e pesquisas na internet.
Este tipo trabalho pedagógico desenvolvido pela escola ainda não é frequente nas escolas brasileiras. A pesquisa "Aprendizagem móvel no Brasil", realizada pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, em escolas públicas de Brasília, Curitiba, Goiânia, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, apontou que apenas 9% dos professores e 7% dos alunos têm acesso frequente à internet no ambiente escolar.
Segundo dados do Centro de Estudo sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), 95% das escolas públicas brasileiras proporcionam acesso à internet e 85% possuem laboratório de informática, mas 40% das escolas públicas urbanas não estão preparadas para a aprendizagem móvel, em função da baixa velocidade da internet.
Segundo o Censo Escolar 2014, no Paraná, 98,2% das 2.147 escolas estaduais oferecem acesso à internet e 95,4% possuem computadores para uso dos alunos. Em Londrina, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação, das 84 escolas municipais, 32 têm laboratório de informática com acesso à internet.
Para a professora Alcíbela, o uso da internet como ferramenta pedagógica está incorporado na cultura escola. "Já tem escolas que adotaram o uso de tablets dentro da sala de aula e outras caminham para adotar o celular como uso educativo", afirma a professora.
Alcíbela enfatiza que os alunos com dificuldades de aprendizado apresentam avanços consideráveis quando passam a frequentar as aulas no laboratório. "Eles conseguem visualizar os conteúdos e desenvolvem o raciocínio lógico", explica.
Mas nem todos os professores estão preparados para incorporar o uso da rede em sala de aula. Os dados do Cetic apontam que 48% dos professores da rede pública aprenderam a usar o computador e navegar pela internet sozinhos e 53% declararam que não cursaram nenhuma disciplina específica sobre computadores e internet durante a faculdade. Alcíbela, que está se especializando na área, avalia que a escola, como instituição, ainda não oferece estrutura adequada para que os professores utilizem a rede como ferramenta. "Os professores, muitas vezes, não têm internet à disposição. O professor tem que usar a sua própria estrutura", aponta.


