Internautas preparam greve na 4ª feira
Está programada para esta quarta-feira uma greve nacional de internautas, em protesto contra os preços cobrados pelos provedores brasileiros da Internet. O movimento está sendo convocado informalmente, via e-mail, entre os usuários, que planejam boicotar os provedores, até que reduzam aos valores cobrados nos Estados Unidos - US$ 10,00 por acesso ilimitado. O protesto tem apoio da Associação Brasileira de Provedores de Acesso à Internet (Abranet), que considera que o nó do processo são as fornecedoras de telecomunicações. A instituição, no entanto, afirma que o valor médio americano é de US$ 21,00 e o brasileiro, US$ 27,55.
O historiador Jorge Almeida, internauta adepto da greve, considera que os provedores nacionais estão abusando nos preços. Segundo ele, os valores médios praticados no País são muito superiores aos adotados no restante do mundo. Ele afirma que, na Argentina, o acesso ilimitado atinge a média de US$ 19,00. Greves semelhantes foram realizadas em outros países, como na Alemanha, e os preços caíram. De acordo com a Abranet, o acesso ilimitado custa no Brasil US$ 27,55. O usuário que opta pelo convênio de 10 horas por mês gasta em média US$ 16,14, já o que pega o pacote de 20 horas paga US$ 24,72.
Para a Abranet os custos dos usuários são resultados das fornecedoras. Uma provedora que opera com um modem de 64 kbps (quilobyte por segundo) gasta R$ 1.800,00 com o serviço. Já outra que use modem de 2.048 kbps paga até R$ 27 mil mensais. A situação das provedoras é similar à dos primeiros usuários de telefone celular, que pagavam caro pelo serviço, diz o proprietário da Sygkronos, Benhur Marchesini.
Marchesini entende que esta informação é a que falta para o usuário. Na opinião do empresário, falta competitividade no meio, por isso os preços dos serviços continuam altos. Por isso, não se pode comparar custos brasileiros com os americanos.
Para o internauta Rubem Paulo Trancoso, a greve não deverá ter muitos adeptos. Trancoso considera que faltou organização na proposta, talvez, por causa da faixa etária que a promove. Mesma observação foi remetida via e-mail pela Abranet, que considera que os profissionais liberais, usuários da Internet, não vão aderir à greve por necessitar desse serviço.(I.R.)





