Internato da UEL é modelo, afirma preceptora
A preceptora-geral do internato da UEL, Evelin Maraguchi, declarou à Folha que a prova da eficácia do modelo de formação do curso de medicina na instituição é a nota máxima obtida no último Exame Nacional de Desempenho Estudantil (Enad). ''A UEL foi uma das primeiras no Brasil a ter internato. Por causa dele, nossos alunos são considerados médicos prontos assim que se formam'', afirmou.
Evelin amenizou as queixas e disse que alunos e professores estão com diálogo aberto. ''Acreditamos que será viável incorporar grande parte das horas extra-curriculares no currículo''. Qualquer mudança terá que passar pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe).
Ela não acredita que o HU poderia ''fechar'' sem o trabalho dos universitários. Lembrou que já houve ''greves'' por parte de internos e residentes, e que o hospital continuou funcionando. Sobre a investigação do MP, Evelin afirmou que o internato não é um estágio tradicional, mas um ''treinamento em serviço'', em que o próprio rendimento acadêmico é adquirido com a prática. (V.N.)





