O excedente energético da Copel não é a única vantagem da empresa. Durante o blecaute, ocorrido no último dia 11, a central paranaense e a usina de Itaipu foram as duas únicas a conseguir restabelecer os seus sistemas em menos de uma hora. Estados como Rio de Janeiro e São Paulo demoraram até quatro horas para voltar ao abastecimento normal.
De acordo com o superintendente do centro de operações da Copel, Nelson Greboggi, duas vantagens facilitaram o restabelecimento do sistema. A Copel tem uma equipe técnica bem preparada. Além disso, adota um sistema de monitoramento por computadores de todas as estações de distribuição e das usinas. Em quatro segundos, os técnicos podem saber qual foi o ponto em que houve falha e isolá-lo para não afetar o restante da rede elétrica estadual e nacional.
O sistema elétrico interligado, explica Greboggi, poderia ser representando como uma grande caixa d‘água, em que cada estado depositaria a sua produção. Da mesma forma, todos se abasteceriam dessa ‘caixa’. Quando falta energia em determinado ponto, as concessionárias, onde a vazão dos rios é maior, trabalham para compensar o nível do sistema. Este mecanismo permite que estados em período de seca consigam abastecer os seus consumidores.

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