Curitiba

Marcelo AlmeidaPoliciais serão treinados pelo Grupo Tigre para atuar em casos de sequestroDezenove delegacias do interior do Paraná terão, dentro de um prazo mínimo de dois meses, grupos especializados de policiais civis para atuar em casos de sequestro e assalto a bancos. O secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, e o delegado geral da Polícia Civil, Artur Braga, assinaram ontem pela manhã o decreto de criação dos grupos especializados. As delegacias de Londrina e Cascavel serão as primeiras a receber os policiais de elite.
Os grupos especializados funcionarão como ‘sucursais’ do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do Grupo Tigre, ambos com sede em Curitiba. Atualmente, sempre que há ocorrências mais graves e que exigem uma atuação diferenciada dos policiais, os grupos de elite são deslocados de Curitiba para as cidades do interior.
A intenção da Secretaria de Segurança Pública, a partir de agora, é aumentar a eficácia da polícia em todas as regiões do Estado. ‘‘A demora da chegada dos policiais, como acontece hoje, pode ser decisiva em algumas situações’’, explica o diretor geral da Polícia Civil.
Os grupos especializados serão formados por 10 ou 12 policiais, que serão treinados por profissionais do Grupo Tigre. A preparação inclui aulas de ação policial, tiro e relacionamento com a população.
Além da criação das equipes especializadas, o secretário diz que o governo deverá investir cerca de R$ 10 milhões num amplo projeto de ‘‘mudança’’ das polícias civil e militar, que englobaria cursos de preparação e reaparelhamento das delegacias. Ontem, houve a entrega de três novas viaturas, do modelo F1000, para o Centro de Operações Policiais Especiais. Outras duas viaturas serão entregues às delegacias de Londrina em Cascavel. Mais 400 carros, segundo o secretário, serão entregues para a Polícia Civil até o final do ano.
Cândido Martins de Oliveira evita associar as mudanças aos recentes crimes envolvendo policias civis em Curitiba. Na opinião dele, pode estar havendo ‘‘falta de compreensão’’ da população sobre o trabalho da polícia, apesar das evidências de abuso de autoridade e de conduta incorreta nas últimas operações policiais. ‘‘Muitas pessoas ainda reagem negativamente às blitze policiais, abrindo precedentes para conflitos e até mesmo alguns acidentes’’, diz o secretário, sugerindo que a razão para os erros da polícia poderia estar no comportamento excessivamente defensivo dos cidadãos.

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