Curitiba
O Paraná tem 2,6% da sua população vivendo em favelas, segundo uma pesquisa divulgada ontem pela Companhia de Habitação do Estado (Cohapar). São 239.458 pessoas, distribuídas por 827 favelas, em 189 municípios. O estudo exclui apenas dez municípios da Região Metropolitana de Curitiba, que estão sendo pesquisados pela Comec. No interior do Estado, a maioria dos favelados é formada por bóias-frias e ganha até R$ 160,00 mensais. Cerca de metade das favelas encontra-se em áreas de risco ou preservação ambiental.
A pesquisa foi feita este ano em 389 municípios. Segundo o presidente da Cohapar e secretário estadual da Habitação, Rafael Dely, esse é o primeiro estudo do gênero realizado no Paraná. Foram caracterizadas como favelas áreas de ocupação irregular, ou seja, que não pertencem aos ocupantes.
Os dados relativos a Curitiba foram fornecidos pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc). É o município com maior número de pessoas em favelas (90.216, ou 6% da população). No interior, as cidades com maior número de famílias faveladas são Foz do Iguaçu (6.139), Ponta Grossa (4.111), Londrina (1.927), Guarapuava (1.134), Goio-erê (647), Telêmaco Borba (612), Campo Mourão (528), Castro (527), Umuarama (506) e Laranjeiras do Sul (432).
Pelo critério de porcentagem de favelados relativamente à população, a situação mais crítica está no município de Campo do Tenente, que tem 10,98% da sua população vivendo em favelas. Depois vêm Foz do Iguaçu (10,86%), Nova Cantu (10,43%), Goio-erê (8,43%), Santana do Itararé (7,44%), Rio Branco do Sul (7,42%), Sapopema (7.38%), Luiziana (7,27%), Roncador (7,16%) e Matinhos (7,06%).
Em relação à localização das favelas, o estudo aponta uma situação preocupante. Das favelas mapeadas no interior do Estado, 322 estão em áreas de risco de desmoronamento, inundação ou de passagem de cabos elétricos de alta tensão. Outras 348 ficam em áreas de preservação ambiental, como fundos de vale e mananciais. Das 675 favelas do interior, 489 estão em áreas públicas, 120 em áreas particulares e 43 em outras situações. Ainda em relação às favelas do interior, 497 têm rede elétrica, 482 contam com rede de água, 362 com iluminação pública e 241 com arruamento.

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