A professora de dança Maria Leila Assis, que dá aula três vezes por semana para as crianças, disse que o projeto nem sempre foi bem-aceito pela comunidade. Na implantação da escola, a falta de receptividade da população foi grande. ‘‘Chegamos a ser ameaçadas. Como resposta, as crianças demonstraram talento e os meninos surpreenderam’’.
O interesse e a participação dos meninos nas seleções foi o que mais a surpreendeu. ‘‘Havia 12 meninos querendo entrar no projeto e só tínhamos vaga para cinco. E a mentalidade aqui ainda é machista’’, ressaltou.
Ela destaca a frequência dos bolsistas a todas as aulas e ensaios, independente do dia, hora e clima. ‘‘Eles nos surpreendem pelo carinho que nos dão.’’
No início das atividades, os alunos bolsistas tinham aulas em separado dos outros que já vinham dançando há mais de dois anos. Hoje, as aulas são mescladas. As aulas também são ministradas pela professora Mônica Cunha Correia. (A.S.)

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