Interditar os
os hotéis não
seria a solução
O presidente da Associação de Defesa de Pensões e Pequenos Hotéis, Dirceu Ferreira de Siqueira, não aceita a acusação generalizada de que os hotéis e pensões possuem envolvimento com tráfico de drogas. Para ele, podem existir casos isolados, que devem ser apurados. A maioria dos estabelecimentos, no entanto, estariam atuando em conformidade com as leis.
‘‘Pode haver alguma casa envolvida, mas de modo geral não é assim’’, afirmou. Para Siqueira, os estabelecimentos estão sendo usados como bodes expiatórios. ‘‘Que existe a violência aqui a gente sabe, e não aguentamos mais, mas ela existe em todos os lugares’’, argumentou.
Apesar de representar os interesses das pensões e hotéis, Siqueira disse ser o primeiro a se opor ao tráfico nos estabelecimentos. ‘‘A gente não compactua com esse tipo de coisa’’, afirmou. Segundo o presidente da associação, livros de registro de hóspedes são obrigatórios em todos os hotéis e pensões. Por estes documentos, acredita Siqueira, a polícia poderia descobrir facilmente quem seriam os traficantes e assaltantes.
Ao contrário do rumo adotado pelo poder municipal, Siqueira acredita que fechar os hotéis e pensões não resolve a questão da prostituição e do tráfico de drogas na capital. ‘‘A marginalidade irá continuar e não se pode associá-la as pensões’’, disse.
O fechamento dos estabelecimentos, segundo ele, pode aumentar um problema social, já que inúmeras famílias carentes estariam residindo nesses locais, que têm baixos preços. O que o presidente da associação defende é um rigor maior no controle da higiene e das instalações dos estabelecimentos. (J.A.)

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