Interditado setor neonatal do HU
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terça-feira, 18 de novembro de 2003
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Os setores de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatais do Hospital Universitário (HU) de Londrina foram interditados pela segunda vez em menos de dois meses por causa de um surto de contaminação bacteriana. A interdição foi determinada pela Vigilância Sanitária, na noite de sábado, após a constatação de superlotação das unidades. Outros motivos apontados foram a falta de recursos humanos e equipamentos adequados. O Pronto Socorro Obstétrico também sofreu interdição parcial.
Até o final da tarde de ontem, a UCI abrigava 12 bebês prematuros e a UTI, oito. A capacidade das unidades é para dez e oito crianças, respectivamente. Oito das vinte crianças estão colonizadas pela bactéria Klebsiela pneumoniae. Duas são remanescentes do primeiro surto, que causou a interdição dos setores no dia 29 de setembro.
Há cerca de 20 dias, o HU voltou a receber pacientes na UTI e UCI Neonatais, apesar da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) não ter liberado os setores. De acordo com o diretor-clínico do HU, Sinésio Moreira Júnior, ''não podemos rejeitar a gestante sob o risco de sofrer um processo de omissão de socorro'', salientou. ''O compromisso do hospital é com a vida'', completou.
Segundo ele, no sábado a Vigilância Sanitária interditou os setores a pedido da própria CCIH. A solicitação foi atendida pela direção do hospital. ''A interdição é por tempo indeterminado'', destacou Marcelo Viana de Castro, chefe da Vigilância Sanitária em Londrina.
Autoridades do setor e representantes de hospitais de Londrina definiram em uma reunião, ontem à tarde, a interdição parcial do Pronto Socorro Obstétrico do HU. As gestantes de risco serão encaminhadas para o Hospital Evangélico, Maternidade Municipal Lucila Ballalai e Hospital Infantil. Participaram o chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, e a diretora executiva da secretaria Municipal de Saúde, Margarete Schimiti, entre outros.
Uma comissão de representantes dos hospitais vai orientar o encaminhamento das gestantes. O grupo definiu que o HU vai ficar responsável pelo atendimento de gestantes do primeiro ao quinto mês. A partir do sexto mês, o encaminhamento será para a Maternidade Municipal e para o Evangélico.
''Ficou definido que o HU não vai receber mais bebês até que dê alta para o último internado'', revelou Gilberto Martin. ''O HU também não vai receber pacientes de outras cidades ou de outras regiões do Estado'', explicou. A Central de Leitos poderá definir a internação em outros hospitais de referência do Estado, em cidades como Apucarana, Campo Mourão e Ivaiporã. A comissão será coordenada pelo Departamento de Auditoria, Controle e Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde.
Até o início da noite de ontem, a Maternidade do HU estava com 18 das 19 vagas preenchidas.


