Duas enfermarias de leitos cirúrgicos foram interditadas no Hospital Zona Norte (HZN) de Londrina depois que várias rachaduras apareceram nas paredes do bloco antigo do prédio, construído há cerca de 10 anos. O problema, detectado no final da semana passada, foi causado por uma rede de água subterrânea, específica para o combate de incêndio, que arrebentou e provocou infiltração. Dos 10 leitos que funcionavam no local, seis foram desativados temporariamente e outros quatro estão operando, de forma improvisada, numa sala de recreação.
O diretor clínico do HZN, Carlo José Caviglione, informa que o prédio já apresentava pequenos sinais de rachadura, embora não com com tanta gravidade. ‘‘Foi mesmo uma surpresa. Rachadurinhas acontecem em qualquer prédio, mas a situação aqui estava mais crítica’’, disse. Na sexta-feira, engenheiros da Secretaria Estadual de Saúde, de Curitiba, e também do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), estiveram no local e avaliaram a situação. A reforma do local foi considerada emergencial.
A chefe da 17ª Regional de Saúde em Londrina, Djamedes Garrido, informou que - segundo avaliação dos engenheiros - as rachaduras não chegaram a afetar a estrutura do prédio. Por isso, ela acredita que a reforma deve estar concluída em menos de um mês. Além de corrigir o problema, acrescentou Garrido, será feita uma nova rede de incêndio, só que desta vez não mais subterrânea, para não dificultar a visualização de novos vazamentos.
Carlo Caviglione afirmou que o atendimento no pronto-socorro não chegou a ser afetado pelo problema nas enfermarias. Ele explica que as dificuldades poderão surgir na realização de novas cirugias, sobretudo naquelas em que o paciente precisa que permanecer no hospital para recuperação. Por isso, enquanto a reforma não for concluída, serão priorizadas as cirurgias ambulatoriais, que não necessitam de internação. Outros casos, sempre que possível, deverão ser transferidos para outros hospitais. Por mês, o hospital realiza em média 200 cirurgias.
Ao mesmo tempo em que apresenta problemas de rachaduras nas enfermarias, o HZN também está recebendo obras de ampliação. Em 30 dias, aproximadamente, o hospital vai ganhar uma terceira sala de cirurgia e também uma sala de recuperação anestésica. A partir daí, observa o diretor, será possível ativar procedimentos que hoje ainda não são realizados no hospital, como por exemplo exames de endoscopia. O HZN já tem aparelho, profissional contratado, mas faltava espaço adequado.

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