Figueira Sete crianças que estavam em uma casa de abrigo em Figueira (125 km ao sul de Jacarezinho), interditada pela Justiça na semana passada, foram encaminhadas para entidades, em Sapopema (5) e Curiúva (2). As crianças são órfãos, vítimas de maus tratos ou abusos e estavam sendo atendidas em Figueira. A interdição foi determinada pela Justiça porque o local era inadequado para as crianças. Uma das irregularidades verificadas foi a falta de camas suficientes.
A interdição foi solicitada pela promotora Maria Luiza Corrêa de Mello e determinada pela juíza Letícia Marina Conte, da comarca de Curiúva. A denúncia foi realizada pelo Conselho Comunitário do Trabalho e Ação Social (Comutra), em Figueira. O presidente do órgão, Gilberto Mendes Félix da Silva, disse que uma equipe do Comutra identificou as irregularidades em uma visita ao local na semana passada.
Silva disse que foi observada, além do número insuficiente de camas, a falta de alimentos e material de limpeza. O imóvel apresentava ainda rachaduras nas paredes. Ele disse que havia apenas duas camas com colchões de dois a cinco centímetros de espessura. A casa com dois quartos, sala, cozinha e banheiro tem cerca de 56 metros quadrados.
O chefe de gabinete da prefeitura, Haroldo Boska, disse que nos próximos dias serão realizados reparos na casa. Ele afirma que no momento da interdição o material para a reforma, orçado em R$ 5 mil, estava sendo licitado.
Boska disse que a administração municipal, além de recuperar o local, deve substituir os funcionários que atendiam as crianças. Ele afirmou que a casa de abrigo é mantida com recursos estaduais e que, caso seja necessário, serão investidos recursos municipais na recuperação do local.

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