O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, decide hoje de manhã pela interdição do 2º Distrito Policial (DP) de Londrina (zona leste), por causa da superlotação. Ontem, o distrito estava com 115 detentos (sendo 30 mulheres), mas na semana passada chegou a abrigar 127 presos. A capacidade é para 60 detentos.
O pedido de interdição do 2º DP foi protocolado na VEP no início do mês, pela Associação dos Advogados Criminalistas de Londrina. Ontem, Valle informou que já conta com a aprovação da promotoria da VEP, para determinar a interdição e estava analisando a situação do distrito. Hoje, ele deverá encaminhar a sentença de interdição para o cartório, que deverá comunicar a Polícia Civil sobre a decisão. Durante inspeção realizada recentemente, o juiz constatou que, além da superlotação, o distrito apresentava irregularidades, como insalubridade (pouca ventilação, forte mau cheiro e falta de luminosidade).
Se for determinada a interdição, os presos terão de ser transferidos para outro local e será proibido o encaminhamento de mais detentos para o distrito. O 2º DP foi o único distrito que não foi desativado em novembro, quando a Casa de Custódia foi inaugurado.
Por causa da superlotação no 2º distrito, a carceragem do 4º DP (zona sul) acabou sendo reativada. Ontem, o 4º distrito estava com 49 detentos, sendo que a capacidade é para 28. ‘‘Se o distrito ficar superlotado, possivelmente será interditado’’, adiantou. Na sua opinião, os outros distritos poderiam ser reativados até a construção de um novo presídio.
Além do 2º e do 4º DPs, o 3º e o 5º distritos possuem carceragem. Em entrevista à Folha no início do mês, o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro, havia afirmado que o 3º e o 5º distritos não seriam reativados porque ficam próximos a escolas e igrejas.

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