Interdição em silos foi de forma parcial
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sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Marcos Zanatta<br> De Maringá 
A Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Maringá (Cocamar) e a T.M.Sedorko esclareceram ontem que o Ministério do Trabalho interditou apenas o acesso dos trabalhadores nas moegas dos armazéns graneleiros. Os silos continuam trabalhando normalmente. A medida, segundo o gerente de recursos humanos da cooperativa, Osmar Liberato, não foi motivada exclusivamente pela morte de um operário na semana passada.
Placidioberto Ribeiro Filho, 36 anos, morreu durante o trabalho em uma moega da T.M.Sedorko, que presta serviço para a Cocamar. ''O que ficou proibido foi o acesso de trabalhadores até o interior do equipamento, por uma questão de segurança'', diz.
Ele alega que os fiscais da Delegacia Regional do Trabalho já estavam na região, visitando todos os silos e armazéns graneleiros. A interdição do acesso aos trabalhadores se deve por falta de um item de segurança exigido pela fiscalização.
Na Cocamar, os funcionários desciam até os silos presos por cintos de segurança em cordas fixadas na entrada do silo. Os fiscais, segundo Liberato, exigiram que um cabo de aço seja fixado nas laterais da moega, para a fixação do cinto de segurança. ''O que não era uma norma exigida anteriormente'', lembra.
Ele diz ainda que a cooperativa mantêm os tampões de acesso aos silos fechados com cadeados e os operários só tem acesso ao interior com o conhecimento de um supervisor. A T.M.Sedorko também está se adaptando às exigências.


