Interdição de barraca de coco revolta comerciante em feira
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quarta-feira, 04 de abril de 2001
Silvana LeãoDe Londrina 
Funcionários da Sociedade Rural do Paraná (SRP) interditaram ontem de manhã uma barraca que vendia água-de- coco durante a 41ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. A justificativa é que vinham sendo comercializados na barraca cocos secos contendo aguardente, o que é proibido pelo regimento da feira.
O proprietário da barraca (Cabana do Coco), Vicente Taveira de Souza, contesta a versão da SRP. Em momento algum eu comercializei os cocos secos. Como sou produtor de coco e também comercializo mudas da planta, tive a idéia de trazer alguns cocos envernizados, contendo aguardente, para presentear amigos e pessoas que vinham até a barraca. Segundo Taveira, a idéia era mostrar que o coco pode ter outras formas de comercialização, além da água.
O produtor e comerciante conta que é sócio da SRP há mais de 20 anos e se diz revoltado com o que ocorreu. Segundo Taveira, foram levados para a feira 36 cocos secos, que ficaram expostos sobre o balcão da barraca. O comerciante afirma que os cocos secos já haviam sido recolhidos pela Rural na última segunda-feira. Taveira comprou 25 mil cocos verdes (R$ 25 mil) para vender na feira. Ele pretende entrar na Justiça contra a SRP.
A diretoria da Rural informou que o comerciante já havia sido informado na segunda-feira da proibição de vender bebida destilada e mesmo assim continuou a comercializar o produto. De acordo com a assessoria, uma pessoa teria ido até a barraca, a pedido da organização da exposição, e conseguido comprar um dos cocos contendo aguardente.


