Adrian Saegesser contou que Menoyot, Emily Oconneli e Donna Schwarz fazem parte do programa de intercâmbio chamado World Wide Opportunities on Organic Farms (WWOOF) ou oportunidades mundiais em fazendas orgânicas. ''Eles ajudam nas tarefas diárias e ainda aprendem a preparar geleias a partir das frutas que colhemos na chácara'', explicou o dono da pousada, citando que dois dos três alqueires da propriedade são destinados ao cultivo de manga, goiaba, limão, jabuticaba, framboesa, que viram geleias e sustentam a família, que vive no local desde 1937.
Profissional de informática, Fabrice Menoyot conheceu o WWOOF há 18 meses e desde então não parou de viajar pelo mundo, de fazenda em fazenda. Ele já esteve em mais de 20 países e Rolândia é o segundo destino dele no Brasil. ''Trabalhei numa fazenda na Bahia e subi o Rio Amazonas'', contou o francês.
Segundo ele, o programa de intercâmbio começou em 1972, na Inglaterra, e hoje abrange 100 fazendas de 99 países, com destaque para o continente europeu e a Austrália. ''Foi criado para reconectar o trabalhador urbano à natureza'', justificou Menoyot, destacando que nas viagens, o intercambista compartilha conhecimentos, além de aprender novos idiomas e culturas.
''Esse programa é novo para mim, mas quero passar o resto da vida rodando a terra, qualquer lugar que eu vá é maravilhoso'', declarou o francês, que fala português, inglês e espanhol e não desgruda da máquina fotográfica para registrar as experiências.
Já as irlandesas adoraram a ideia de preparar bolachinhas com crianças especiais. ''É meu primeiro trabalho com crianças e é ótimo'', comentou a designer gráfica Emily, que visita o Brasil pela primeira vez. Donna aproveitou para praticar mímica para se comunicar com a criançada, que não entende inglês: ''Não fazia biscoitos desde criança mas é fácil e estes vão ficar deliciosos'', disse a arquiteta, em sua segunda passagem por terras brasileiras. (M.G.)

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