Marcos Zanatta
De Maringá
A professora Maria Aparecida Milani da Silva, do Colégio Estadual José Gerardo Braga, de Maringá, está entre as três finalistas da disciplina geografia do concurso ‘‘Professor Nota 10’’, promovido pela Fundação Victor Civita. O trabalho ‘‘Crianças Construindo o Conhecimento sobre o Espaço’’, um projeto desenvolvido no ano passado com alunos da 5ª série, concorreu com outros 1.890 trabalhos de todo o País. ‘‘O trabalho foi bem aceito pelas crianças, mas não imaginava o reconhecimento que estou alcançando’’, diz a professora. O resultado será divulgado em 15 de outubro.
A ‘‘oficina de geografia’’, que concorre ao prêmio, surgiu, segundo a professora Maria Aparecida, da necessidade de adaptação das aulas aos estudantes. Ela se formou em 1973 na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Maringá, que deu origem à Universidade Estadual (UEM). Desde 1972 lecionava em escolas rurais em salas com poucos alunos. Ficou afastada do magistério por um período até que, em 1996, retomou a profissão. ‘‘Foi um choque’’, resumiu.
Os alunos mais exigentes levaram a professora Maria Aparecida a buscar um curso de especialização. Ao mesmo tempo, ela notava que os alunos tinham dificuldade em orientação, posicionamento, projeção e outros aspectos da geografia. A partir da monografia do curso de especialização, foi montada a oficina.
A primeira noção repassada aos alunos foi através de mapa do corpo. Os estudantes deitavam em um papel e desenhavam o corpo, que era marcado para dar noções de horizontal, vertical, paralelo e outros detalhes aos alunos. A partir do desenho de tamanho natural, os estudantes aprenderam a reduzir na proporção.
Os alunos foram também levados para fora da sala de aulas, onde aprenderam orientações através do sol. Depois, construíram bússolas e aprenderam a usar o instrumento. ‘‘São informações básicas e simples, mas que estão esquecidas’’, lembra a professora. Os alunos trabalharam também o espaço da sala de aulas, construindo maquetes, e depois um mapa da cidade. ‘‘Eles aprenderam a se localizar e que sentido tomar para chegar a um ponto’’, conta.
Por fim os alunos receberam informações sobre os continentes, recortaram mapas e ao final do tema ‘‘pregaram’’ os mapas em uma esfera de isopor. ‘‘São informações que os alunos vão utilizar para o resto da vida’’, destaca Maria Aparecida.

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