Integração é o maior desafio da RMC
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - São 26 municípios espalhados em uma área de mais de 13 mil quilômetros quadrados atravessando o estado do Paraná, avançando desde a divisa de Santa Catarina até o estado de São Paulo. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) é uma das nove do gênero no País institucionalizadas na década de 1970 pela Lei Complementar 14/73, obedecendo ao momento de industrialização crescente no Brasil da época. A primeira fase de criação de regiões metropolitanas nacionais, na qual Curitiba estava inclusa, fazia parte da política de desenvolvimento urbano, que teve a expansão relacionada ao crescimento da industrialização.
Depois das RMs inaugurais, outras foram criadas, de acordo com as novas leis instituídas pela Constituição Federal de 1988. Menos centralizadora e autoritária do que as regras criadas durante a ditadura militar, o novo modelo deu aos estados a autonomia de institucionalizar suas próprias RMs. Já na década de 90, um terceiro momento inaugurou um processo de associação entre municípios. Dessa forma, permitiu-se a criação das outras duas regiões metropolitanas no Paraná, tendo como cidades-pólo Londrina e Maringá.
Bem diferente da situação de mais de 30 anos atrás, a Região Metropolitana de Curitiba se viu em crescimento acelerado. Quando foi criada, em 1973, a RMC contava com apenas 14 municípios. Chegou-se ao atual número de 26 após o desmembramento de cinco dos originais. Outros sete foram integrados por meio de legislações estaduais. Ao ser institucionalizada, a RMC tinha menos de um milhão de habitantes. Hoje, segundo estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2004, ela comporta mais de 3,1 milhões de moradores. Desses, 57% se concentram em Curitiba (cerca de 1,7 milhões).
O crescimento não foi só populacional. O desenvolvimento industrial e econômico colocou a RMC como a sexta mais importante do País, entre as 26 instituídas oficialmente. Nos anos 70 e 80, a Capital começou a abrir espaço para grandes grupos, principalmente na região da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Outro acontecimento importante para o crescimento da RMC foi a instalação da refinaria da Petrobras em Araucária. Já na década de 90, a área metropolitana começou a receber investimentos nos setores de energia e telecomunicações. O reforço é maior depois de investimentos em municípios como São José dos Pinhais, que recebeu montadoras da Renault e da Volkswagen/Audi, e Campo Largo (a instalação da montadora Chrysler, depois fechada, animou os trabalhadores da cidade).


