O relacionamento e a integração entre os funcionários foi tão boa que terminou em um romance entre duas das pessoas com deficiência intelectual que trabalham na Santa Casa. Talita da Silva, de 27 anos, e João Paulo Vieira Souza, de 26, se conheceram no trabalho e começaram a paquera depois do expediente. Hoje são casados e a felicidade está sempre estampada no rosto dos dois. "Fiquei feliz", afirmou Talita. Mas engana-se quem imagina que os dois desviem o foco do trabalho durante o horário de expediente. Ambos são bastante profissionais e só agem como marido e mulher fora do trabalho. "Não esperava conhecer alguém aqui com quem pudesse me casar", acrescentou Souza.
A gerente de recursos humanos da Iscal, Adriana Carlesso Silva, destaca que a contratação dos deficientes intelectuais aconteceu a partir da chamada Lei de Cotas (Lei 8.213 de 24 de julho 1991). Na época, foi criada uma seção especialmente para que eles passassem a atuar ali, na etiquetagem de medicamentos. No início houve uma certa resistência da chefia dos setores, mas logo isso acabou e a afetividade mais intensa deles quebrou qualquer barreira.
A analista de recursos humanos Renata Gusmão destaca que as pessoas com deficiência não fazem fofoca, não gostam de brincadeiras durante o expediente, são pontuais e mais concentrados no trabalho. "Essa parceria com a Apae deu muito certo. Toda vez que eles têm alguém preparado, entram em contato com a gente e a gente contrata quando tem vaga", afirmou Renata.(V.O.)

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