Integração de equipes contra a dengue
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Cambé - Em Cambé (região metropolitana de Londrina) foram registrados neste ano 16 casos confirmados de dengue. Para combater o problema, o Departamento de Vigilância, Saúde e Planejamento resolveu fazer a integração dos agentes comunitários de endemias (ACE) e de saúde (ACS) do Programa Saúde da Família (PSF). As duas equipes trabalham em uma mesma sala e todos recebem orientações em conjunto. As visitas às casas dos moradores também são feitas em conjunto.
''Um dos grandes problemas enfrentados pelos agentes de endemias é a rejeição por parte dos moradores em permitir a entrada deles para fiscalizar as casas'', afirmou a supervisora da equipe de Endemias da Unidade de saúde do Jardim Santo Amaro, Maria das Graças Fontenele. Ela ressaltou que a integração quebra essa resistência, já que os profissionais da saúde geralmente enfrentam menos resistência por normalmente estarem relacionados à marcação de consultas e avisos de entrega de exames. Ela explicou que a integração acontece também no sentido inverso, quando os agentes de Endemias detectam problemas que necessitam de um agente de Saúde.
De acordo com a diretora do departamento, Maria de Brito Lô Sarzi, o objetivo da integração é melhorar o trabalho de combate à dengue nas áreas de abrangência das unidades de saúde. ''Com isso conseguimos chegar mais rápido à população'', destacou. Ela apontou que o trabalho da equipe de agentes do PSF é voltado principalmente à educação dos moradores em relação à doença.
A reportagem acompanhou o trabalho no Jardim Santo Amaro, com as agentes Eliana Soares da Silva (de saúde) e Magna Aparecida da Silva (de endemias). ''Conheço todos os moradores e onde eles residem, até os parentes sabemos onde vivem, caso a gente tenha de recorrer em alguma emergência'', destacou Magna. Eliana ressaltou que muitas vezes os próprios pacientes não lembram do nome do remédio que tomam e as agentes sabem.
Com a integração, os agentes de saúde passaram a ir mais para as ruas. Assim, o retorno deles a uma residência é realizado com mais rapaidez, há casos em que isso acontece em quatro ou cinco dias. Para o funileiro Luiz Carlos Nascimento, de 60 anos, que teve sua casa fiscalizada pelos agentes, essa rapidez no retorno é benéfica. ''Desde que houve a integração eu senti a diferença, pois as agentes estão sempre presentes'', salientou.
Durante a visita, a agente de saúde questionou o motivo da esposa de Nascimento ter faltado a um exame e solicitou que ela o remarcasse. Na mesma visita, a ACS ajudou uma agente de Endemias a fiscalizar pontos de acúmulo de água que poderiam se tornar focos de mosquitos Aedes aegypti, vetor da doença.
O lavrador Manuel Arrebola Fernando, de 95 anos, também recebeu a visita das agentes. Ele foi examinado e recebeu orientações sobre a dengue.


