Os principais institutos de assistência aos servidores paranaenses - Instituto de Previdência e Assistência de Curitiba (IPMC) e Instituto de Previdência do Estado (IPE) - acumulam juntos uma dívida de R$ 10 milhões com os hospitais. Para o presidente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), José Francisco Schiavon, apesar da boa vontade das atuais administrações dos institutos, falta a estes uma política atuarial mais consistente para fazer com que os custos operacionais sejam cobertos pela arrecadação.
Schiavon considera que as dívidas contraídas pelos institutos poderiam ser ‘‘melhor gerenciadas’’. Ele disse que outras entidades privadas que compram serviços dos hospitais, como a Unimed, conseguem manter em dia os pagamentos.
Para o presidente IPMC, Rege Lago, há a necessidade, a médio prazo, de restabelecer novos parâmetros de contribuição. ‘‘Hoje, o instituto tem capacidade suficiente para cobrir suas dívidas, mas futuramente isso pode ser mudado’’, afirmou. Atualmente, cada funcionário contribui com 8,8% do salário, além de ter de pagar parte da consulta (R$ 12,50), realizada com médicos terceirizados. ‘‘Até mesmo uma Unimed limita os serviços. Atualmente, o IPMC não faz esse tipo de restrição, cobrindo muito mais que um plano de saúde privado’’, disse.
O presidente da Fehospar disse que o IPMC não paga os hospitais desde maio, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 5 milhões. ‘‘Iremos pagar os estabelecimentos até o fim do ano, de forma escalonada, cobrindo o valor global do mês e parte da dívida acumulada’’, disse Rege Lago. No entanto, até ontem pela manhã, Schiavon não havia recebido nenhum tipo de proposta. ‘‘Por enquanto, estamos dando crédito às administrações dos institutos para que paguem o que devem, por isso não haverá descredenciamento de estabelecimentos médicos.’’

mockup