Institutos de planejamento debatem instalação de antenas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de março de 2001
Betânia RodriguesDe Londrina 
O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Luiz Massaro Hayakawa, participou ontem da Feiracon 2001 em Londrina onde ministrou uma palestra sobre planejamento urbano/meio ambiente. Aproveitando a ocasião, o presidente do IPPUL, Jurandir Guatassara Boeira, convidou Hayakawa para conversar com sua equipe que tem o similar curitibano como modelo.
Um problema atual que é comum às duas cidades é a proliferação das antenas de telefonia celular. Segundo Hayakawa, Curitiba tem um decreto que regulamenta a instalação dessas torres, mas já precisa ser atualizado. Não podemos barrar a evolução tecnológica nem deixar que ela degrade o meio ambiente e a qualidade de vida. A solução então é conciliar ambas. Para isso, as empresas do ramo terão que compensar os municípios. Em Curitiba, vamos sugerir que elas ofereçam gratuitamente seu potencial a serviço da comunidade como, por exemplo, no programa Cidade Segura e no acesso à Internet para as escolas, explicou o presidente do IPPUC. Outra opção será a partilha de uma mesma antena como já acontece na instalação de linhas de fibra ótica. Neste caso, a empresa que quiser uma antena exclusiva terá que pagar mais taxas ao município.
Na capital paranaense, as empresas de telefonia celular são obrigadas a apresentar um relatório de estudo ambiental no projeto de instalação das Estações Radiobase (ERBs), como são chamadas as antenas. A Comissão Municipal de Urbanização avalia o documento e, a partir de agora, está exigindo uma pesquisa de opinião entre os moradores. Este procedimento já é utilizado em relação aos cemitérios particulares que hoje são maioria na capital.
Quando o desenvolvimento gerar um impasse, Hayakawa afirma que o meio ambiente deve ser priorizado em qualquer lugar do mundo. No processo evolutivo de uma sociedade sempre vai haver uma pequena parcela mais sacrificada para o benefício da coletividade. Ninguém quer assumir esse papel e por isso existe tanta polêmica. A conclusão é que nenhuma lei pode ser imutável, comentou Hayakawa, que já foi secretário municipal de Urbanização em Curitiba.


