Instituto reclama
dos recursos e
da infra-estrutura
O diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, José Lourenço Bueno, organizou um plano plurianual prevendo o mínimo de recursos para que a demanda de todo o Estado seja atendida. ‘‘Nosso quadro de pessoal é de 1970, temos que reformular e aumentar o número de peritos para atender razoavelmente a demanda’’, diz ele. Atualmente, o quadro funcional é composto por 160 peritos. A meta é dobrar este número e aumentar as sedes do instituto no interior do Estado. São oito ao total e o objetivo é chegar a 20. ‘‘Temos sedes atendendo ocorrências de 100 municípios, o que inviabiliza o trabalho de nossos peritos’’, alega.
Além disso, outra preocupação é a melhoria das sedes. Alguns exames, como de falsificações (moedas, documentos) e balística são feitos apenas em Curitiba e Londrina. Em Curitiba, são feitos entre 200 a 250 exames de balística por mês. ‘‘Sabemos que não temos verbas estaduais para atender todos os nossos pleitos, mas estamos aguardando. Se todas as nossas idéias pudessem ser implementadas, teríamos um Instituto de Criminalística no Paraná equivalente aos melhores do mundo’’, diz Bueno.
O Instituto de Criminalística do Paraná é o único do Brasil especializado em hipnose forense. A técnica é utilizada desde 1984, principalmente para a realização de retratos falados de pessoas que sofreram traumas. (L.P.)

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