Luciana Pombo
De Curitiba
Professores, alunos e representantes da comunidade estão programando para o dia 24 de setembro uma passeata em protesto contra a possibilidade de fechamento dos cursos profissionalizantes do Instituto Politécnico Estadual, em Curitiba. A instituição funciona há 56 anos e sempre formou profissionais nas áreas técnica e industrial.
Mas, segundo o diretor João Carlos de Carvalho, os cursos profissionalizantes podem estar com os dias contados. Atualmente, apenas está funcionando o curso de pós-médio de eletrotécnica, com apenas 45 alunos. As últimas turmas de agrimensura, eletrotécnica, química e saneamento devem se formar este ano e não existe a previsão de continuidade.
Em 1996, antes da implantação do Programa de Reestruturação e Organização do Ensino Médio (Proem), 1.698 alunos estavam matriculados nos cursos profissionalizantes. Agora, são apenas 350. ‘‘Temos que nos manifestar em defesa do instituto, que está fadado a fechar as portas’’, diz Carvalho.
Os professores e alunos pedem a liberação de verbas para equipar os laboratórios e garantir aulas práticas para os alunos, que atualmente estudam no prédio do Cefet. Outra reivindicação é a de que haja autorização para implantação de novos cursos profissionalizantes pós-médio. ‘‘Precisamos que os cursos sejam implantados e as promessas cumpridas’’, diz Elson Ribeiro, voluntário do Movimento em Defesa do Instituto.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou ontem que o Instituto vai ser beneficiado pelo Proem, com a adequação e reequipamento de laboratórios, mas a partir do ano que vem.
A secretária da Educação, Alcyone Saliba, já determinou a organização de uma comissão para viabilizar a contratação de um especialista, fazer um estudo detalhado sobre a viabilidade da implantação dos cursos médio e de química nas salas ociosas do Instituto Politécnico.

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