Instituto mantém cédula com uma só inscrição
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quinta-feira, 06 de março de 1997
Ivan Santos 
Da Sucursal
Arquivo FolhaBalcão de atendimento do Instituto de Identificação: à espera de definiçõesO Instituto de Identificação do Paraná vai manter o procedimento de anotar apenas a vontade de quem não quiser ser doador de órgãos e tecidos nas novas carteiras de identidade, apesar do decreto assinado anteontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, alterar a lei original. Pelo decreto, as novas identidades terão que trazer expressa também a informação de quem quer ser doador.
Em consulta ao Instituto Nacional de Identificação, o instituto paranaense foi aconselhado a continuar anotando somente para os não doadores, até que os efeitos do novo decreto sejam esclarecidos. Isso foi feito para não parar o trabalho dos institutos de identificação, explica o delegado Luis Fernando Artigas. Segundo ele, na semana que vem os diretores dos institutos de todo o País vão se reunir em Brasília para definir que procedimento adotar.
InteriorA partir de hoje, os postos de identificação da capital começam a utilizar as dez mil cédulas destinadas aos não doadores. No interior, as novas cédulas só estarão prontas a partir de segunda-feira. Elas foram confeccionadas a partir de cédulas comuns, que receberam a nova inscrição no verso.
Uma licitação para a confecção de outras 300 mil cédulas está em andamento, mas não há previsão de quando elas devem ficar prontas nem quanto vão custar. O instituto também não sabe ainda quantas destas cédulas serão necessárias para atender aos que não querem se tornar doadores presumíveis de órgãos. Vamos definir isso a partir da demanda que for verificada nos postos dentro de 15 dias, explica Artigas.
Caso seja decidido que as cédulas de identidade dos doadores voluntários também devam trazer essa informação expressa, o delegado diz que não haverá prejuízo financeiro para o instituto. O acréscimo dessa expressão não altera o custo das cédulas, explica ele.


