Quatro meses após a ampliação da parceria com a Unimed, o Instituto de Câncer do Londrina (ICL) comemora os primeiros resultados. Segundo o diretor-geral do hospital, Nuno Maurício Ballalai, a ociosidade dos leitos destinados a convênios e particulares caiu de 50% para 30%.
Desde março, a instituição reserva para a Unimed 20 leitos da enfermaria dupla e oito apartamentos, além de uma sala cirúrgica específica. Com isso, ela passa a atender também usuários de todas as especialidades. ‘‘A prestação de serviços para o plano só não é maior porque muitas pessoas ainda não sabem da novidade. O importante é que temos condições de atender qualquer tipo de paciente com qualidade’’, explicou Ballalai.
Segundo ele, a sala de cirurgia da Unimed recebeu mais de R$ 100 mil em equipamentos que foram pagos pela cooperativa e serão reembolsados pelo Instituto em um ano através de serviços. Para o hospital, a ampliação do atendimento significa mais dinheiro em caixa e melhor aproveitamento do local. A expectativa de Ballalai é que em seis meses a contribuição da Unimed com o hospital triplique.
Na verdade, o maior cliente do Instituto é o Sistema Único de Saúde (SUS). Só no ano passado, o SUS recebeu 87% dos atendimentos prestados pelo ICL. São pacientes vindos de várias regiões do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O problema deste vínculo é a defasagem na tabela de preços praticada pelo governo. ‘‘As contas estão em dia, porém não condizem com a realidade de mercado. Isto causa um déficit financeiro na instituição’’, disse o diretor-geral.
De acordo com o presidente da Unimed Londrina, Mauri Raphaeli, a adaptação dos médicos e usuários a este novo espaço de tratamento está crescendo, mas ainda não é total. ‘‘É apenas uma questão de tempo. A vantagem da ampliação na parceria é a disponibilidade de leitos e sala cirúrgica equipada’’. A assinatura do novo convênio deverá ser realizada ainda esta semana.

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