Quem chega ao Instituto do Câncer de Londrina (ICL) no período da manhã pode se assustar com a quantidade de ônibus e ambulâncias estacionados nas proximidades e o número de pessoas que aguardam atendimento.
O ICL é referência de alta complexidade oncológica para mais de 200 municípios. Somente em 2005 realizou 226 mil procedimentos ambulatoriais, tais como consultas médicas, quimioterapia e radioterapia, dos quais apenas 75 mil foram realizados em pacientes de Londrina.
Muitas dessas pessoas se deslocam várias vezes por semana, enfrentando estradas esburacadas e viajando em ônibus mal conservados ou ambulâncias lotadas.
O risco de acidentes é grande. No último dia 6 de junho um microônibus da cidade de Congoinhas (55 km ao sul de Cornélio Procópio), que trazia pacientes para tratamento no ICL, colidiu com a traseira de um caminhão. Duas pessoas morreram e várias ficaram feridas, entre elas o garoto Vagner Aparecido Cunha, 13 anos, que fazia tratamento contra uma leucemia, e teve múltiplas fraturas nas pernas.
''Fiquei traumatizada, tem noites que nem consigo dormir. O período depois do acidente foi muito difícil, cheguei a ficar revoltada, mas agora está tudo bem'', conta Célia Regina Cunha, mãe de Vagner e que também ficou ferida no acidente. (W.S.)

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