A Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais, de Curitiba, lançou ontem a segunda edição da Ecolista, um cadastro nacional de instituições ambientalistas. A Ecolista traz informações de 725 Organizações Não Governamentais (ONGs) da área ambiental.
Com 350 páginas e também em versão eletrônica, a publicação tem informações detalhadas sobre os objetivos, principais projetos, áreas temáticas, atividades, biorregiões, público-alvo e orçamento das ONGs. A versão eletrônica tem quatro disquetes.
Durante a pesquisa das entidades, que durou cerca de quatro anos, a Mater Natura cadastrou 725 ONGs no Brasil. São Paulo é o estado com mais entidades, com 164 ONGs. Em segundo lugar, está o Rio de Janeiro (94 entidades), seguido pelo Rio Grande do Sul (69). Em Sergipe, não foi localizada nenhuma ONG.
Das 725 ONGs, 296 foram fundadas entre 1991 e 1992. Trinta e nove por cento das entidades têm mais de dez anos. Segundo a Ecolista, a maioria das ONGs (20,3%) tem orçamento anual inferior a R$ 10 mil. Dos total de recursos, 52,8% vêm de contribuição de sócios, seguida de doações individuais (30,1%), venda de produtos e serviços (28%) e financiamentos internacionais (15,7%). Outras recebem recursos do governo (15,4%) e de empresas (14,8%).
A Mata Atlântica é a biorregião onde atua o maior número de ONGs (53,2%). Em segundo lugar, vem o Cerrado (20,7%), número que surpreendeu os organizadores da Ecolista.
A pesquisa determinou que a atividade mais desenvolvida entre os ambientalistas é a educação ambiental. A atividade é praticada por 86,5% das ONGs e por 67,7% dos órgãos governamentais. A Ecolista será distribuída para 1.035 entidades ambientalistas governamentais e não-governamentais. Mais três mil exemplares serão vendidos pela Mater Natura. Os recursos serão revertidos para a elaboração da terceira edição, que deve sair no início de 1998, diz Paulo Pizzi, da Mater Natura.

mockup