Instituto aponta que superdotados são mal atendidos
Emerson Gonçalves
De Curitiba
Especial para a Folha
A educação de alunos superdotados ainda é tratada de forma inadequada, o que atrapalha tanto seu desenvolvimento pessoal, como intelectual. É o que afirma a presidente do Instituto para Otimização de Aprendizagem de Curitiba, Maria Lúcia Sabatella. As autoridades não estão incomodadas com a questão da criança com este perfil porque não dá retorno em termos eleitorais como é o caso dos menores de rua, por exemplo, diz.
Sabatella é professora e se especializou neste tipo de clientela nos Estados Unidos, sendo ainda membro do Conselho Mundial para Educação de Crianças Talentosas e Superdotadas. Segundo ela, as estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam que hoje os superdotados constituem de 3% a 5% da população global. Já no Brasil, os números apurados pelo instituto curitibano, colocam que este percentual chega a 8% do público estudantil.
As características de crianças com estas habilidades seriam o raciocínio rápido, um vocabulário extenso, fácil memorização, além de serem críticos e curiosos. Apesar da inteligência avançada, os superdotados têm que esperar completar a idade de sete anos para iniciar seus estudos na escola pública.
Apesar da Constituição garantir o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística segundo a capacidade, isto dificilmente acontece devido a este aspecto, aponta a presidente do instituto.
Sabatella acrescenta ainda que algumas escolas particulares estão à frente neste sentido. A informação é confirmada pela presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR), Emília Guimarães Hardy. São utilizados mais instrumentos para ensinar de acordo com o potencial do aluno. A dinâmica é diferente. Não esquecendo, é claro, de integrar o superdotado aos demais para que ele não se sinta excluído.





