As entidades que atendem pessoas com síndrome de Down em Londrina relatam que vem enfrentando cada vez mais dificuldades para conseguir recursos. Em debate realizado na PUC ontem de manhã, a pedagoga Maria Eduvirges Guerreiro Leme, que trabalha no Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece), afirmou que a escola especial em geral vem sofrendo muitos ataques. "Nos chamam de excludente, que não querem ver os alunos no ensino regular. Quem fala dessa forma não sabe o que é o trabalho em uma escola especial. Fazemos um trabalho inclusivo, porque atendemos a necessidade do aluno severo e profundo, independentemente se é sindrômico ou não", ressalta.
Segundo ela, o Paraná é o único estado que consegue manter esse trabalho nas escolas especiais. "Não sabemos até quando. A cada ano diminuem convênios e verbas", reclama. Ela explica que mesmo aqueles que podem estar no ensino regular, precisam do apoio da escola especial.
A psicóloga da APS-Down, Tamires Sasaki de Oliveira, ressalta que a fila de espera das instituições que atendem esse público é grande. "Só na APS-Down temos cerca de 20 pessoas na fila. Por vezes temos que realizar um trabalho em grupo para atender os alunos e muitas vezes temos que desligar pessoas que já possuem certa autonomia, mas que ainda requisitariam trabalho de acompanhamento para poder atender bebês, que não podem ficar sem atendimento", destaca.
O debate, organizado pelo curso de Psicologia da PUC – campus Londrina, reuniu representantes da APS-Down, Ilece d da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). (V.O.)

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