Na região de Londrina, a situação das instituições filantrópicas de saúde também é crítica. Um exemplo da crise no setor é a intervenção judicial na Santa Casa de Cambé e no Hospital Cristo Rei, de Ibiporã, conforme apontou o presidente da Federação das Santa Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa), Luiz Koury.
Em Rolândia, apesar de o Hospital São Rafael não ter passado pela mesma medida, o cenário, ainda assim, é preocupante. Na semana passada, o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) chegou a sinalizar interesse em assumir a direção da unidade, que tem dívidas na casa dos R$ 11 milhões. "Rolândia tinha quatro hospitais e estamos falando do último que sobrou. A população não pode prescindir de um hospital, são 40 mil pessoas. Está perto de Londrina, mas nesse ‘perto’ muitos podem morrer em ambulâncias", assinalou o médico, ao salientar que Londrina não tem capacidade para atender toda a demanda regional.
No caso do Hospital Evangélico de Londrina, a capacidade de endividamento da instituição, segundo Koury, já chegou ao limite. "Não queremos assumir nenhum tipo de compromisso bancário. Temos dívidas porque para nos manter abertos tivemos que tomar dinheiro emprestado", observou.

DISPARIDADE

Estima-se, conforme a Femipa, que, desde a variação de preços acumulada do Plano Real até maio deste ano, a tabela do SUS tenha sido reajustada em 93,66%. Em contrapartida, o reajuste do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC) no período foi de 413%, da energia elétrica foi de 962% e do gás de cozinha, de mais de 1000%. (A.L.)

mockup