No final de agosto, cinco pacientes da UTI do Hospital Mater Dei foram contatados por golpistas que agiam de modo semelhante aos que atuaram no Hospital Universitário. Na época, uma das famílias contatadas pelos bandidos caiu no golpe e fez depósito na conta informada pelos bandidos. A assessoria de imprensa da Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal), mantenedora do Mater Dei, divulgou o episódio para a imprensa no dia 2 de setembro. Anteriormente, em abril, outra família de paciente do Mater Dei foi abordada por telefone por um estelionatário.
Para alertar os frequentadores, a Iscal confeccionou cartazes e panfletos informando que seus hospitais – Santa Casa, Infantil e Mater Dei - não telefonam para pacientes solicitando depósitos de valores para qualquer tipo de procedimento, exame ou medicamento. Segundo o comunicado, quando há valores a serem pagos, um funcionário do hospital faz o contato pedindo que o familiar compareça ao hospital para resolver a questão. A assessoria da Iscal informou que desde a publicação desses panfletos não foram registrados novos golpes nos hospitais mantidos pela irmandade.
O pastor batista e metalúrgico aposentado Cornélio de Souza Silva, de 59 anos, que veio de Vinhedo (SP) para visitar uma prima que está na unidade de terapia intensiva (UTI) da Santa Casa de Londrina, elogiou a medida. "Achei interessante a divulgação. A conscientização da população é importante. Infelizmente esses golpes acontecem em grande e em pequena escala no Brasil", criticou. Segundo ele, as autoridades deveriam agir com muito mais firmeza nessas questões. No dia 4 de dezembro, o Hospital Evangélico publicou comunicado semelhante em sua página no Facebook.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Sebastião Ramos dos Santos Neto, relatou que em dois boletins de ocorrência anteriores os suspeitos tinham um modo de agir semelhante ao que aconteceu no Hospital Universitário e que a polícia está investigando o caso. No primeiro registro, houve um pedido de R$ 1,5 mil e no segundo, de R$ 2,3 mil0. "O conselho é que as pessoas não depositem o dinheiro de forma alguma."(V.O.)

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